Quem é Jesus?
Quando alguém chega à igreja, é natural ouvir o nome “Jesus” o tempo todo. Mas a grande pergunta no coração de quem está começando é: quem é Ele, afinal? Um homem bom? Um profeta? Um espírito? Um exemplo moral? Ou será que Ele é realmente Deus?
A resposta muda tudo.
A Pergunta que Define a Eternidade
Para aquele que adentra os umbrais da fé cristã, o nome “Jesus” ressoa com uma frequência e uma centralidade que podem ser, a um só tempo, reconfortantes e enigmáticas. Em cada cântico, oração e sermão, Sua presença é a referência inabalável. Contudo, no silêncio do coração do novo convertido, uma pergunta fundamental ecoa, cuja resposta possui o poder de redefinir toda a existência e a eternidade: quem é, afinal, Jesus? Seria Ele meramente um homem de moralidade exemplar, um profeta entre tantos, um espírito iluminado ou um mestre de sabedoria ancestral? Ou seria Ele, como afirma a fé histórica da Igreja, algo infinitamente maior? A resposta a esta indagação não é um mero detalhe doutrinário; é o alicerce sobre o qual toda a cosmovisão cristã é edificada ou desmorona.
A Sagrada Escritura, a Palavra de Deus inspirada, infalível e inerrante, não deixa margem para ambiguidades. Ela afirma, com clareza e autoridade divinas, que Jesus de Nazaré é o Filho eterno de Deus, o próprio Deus que se fez homem. O apóstolo João, em sua majestosa introdução ao Evangelho, declara:
“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (João 1 verso 14).
Esta afirmação é o cerne da doutrina da Encarnação: o Deus eterno e transcendente, Aquele que habita em luz inacessível, adentrou voluntariamente no tempo, no espaço e na história humana. Ele assumiu nossa natureza, vestindo-se de carne e osso, experimentando nossas alegrias, tristezas, fome e cansaço, sem, contudo, jamais pecar. Jesus não é um mero emissário divino; Ele é a manifestação visível do Deus invisível, a “expressão exata do seu Ser” (Hebreus 1 verso 3). Este estudo, fundamentado nas Escrituras e nos grandes teólogos da fé reformada, se propõe a guiar o novo convertido por uma jornada de descoberta, explorando as profundezas da identidade de Cristo, para que, ao conhecê-LO verdadeiramente, encontre a rocha inabalável sobre a qual poderá construir sua vida.
A Plena Divindade de Cristo: O Verbo Eterno
A afirmação central do Cristianismo, que o distingue de todas as outras religiões e filosofias, é a de que Jesus Cristo é plenamente Deus. Esta não é uma conclusão tardia ou uma invenção da Igreja, mas o testemunho consistente e inequívoco das Escrituras do Antigo e do Novo Testamento.
O Verbo (Logos) que Estava com Deus e Era Deus
O Evangelho de João inicia com uma das mais profundas declarações teológicas de toda a Bíblia: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez” (João 1 versos 1 a 3).
O termo grego traduzido como “Verbo” é Logos. Este conceito era familiar tanto para judeus quanto para gregos. Para os judeus, a “Palavra” de Deus (em hebraico, Dabar) era a expressão poderosa e criativa de Deus, que trouxe o universo à existência (Gênesis 1 verso 3; Salmo 33 verso 6) e revelou Sua vontade aos profetas. Para os gregos, o Logos era o princípio racional e ordenador do universo. João utiliza este termo para construir uma ponte de entendimento, mas o preenche com um significado radicalmente novo e pessoal: o Logos não é uma força impessoal ou um atributo divino, mas uma Pessoa divina.
Ao afirmar que “o Verbo era Deus”, João estabelece a plena divindade de Jesus. O teólogo Wayne Grudem esclarece que a estrutura gramatical grega nesta frase enfatiza que o Verbo compartilha a mesma essência ou natureza de Deus Pai. Eles não são dois deuses, mas um só Deus, em essência. A frase “o Verbo estava com Deus” (em grego, pros ton Theon), por sua vez, indica que o Verbo é uma pessoa distinta do Pai, com quem mantinha uma comunhão eterna “no princípio”. Assim, desde a primeira sentença de seu Evangelho, João nos apresenta o mistério da Trindade: um só Deus que existe eternamente em três Pessoas distintas.
Testemunhos Bíblicos da Divindade de Jesus
As Escrituras estão repletas de passagens que atribuem a Jesus títulos, atributos e ações que pertencem unicamente a Deus.
- Títulos Divinos: Jesus é chamado de “Deus” em diversas passagens. Tomé, ao ver o Cristo ressurreto, exclama: “Senhor meu e Deus meu!” (João 20 verso 28), uma adoração que Jesus aceita. Paulo refere-se a Jesus como “nosso grande Deus e Salvador, Cristo Jesus” (Tito 2 verso 13). O autor de Hebreus, citando o Salmo 45, aplica a Cristo as palavras: “O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre” (Hebreus 1 verso 8). Ele também é chamado de “Senhor” (Kyrios), o mesmo título usado na tradução grega do Antigo Testamento (a Septuaginta) para o nome pactual de Deus, YHWH.
- Atributos Divinos: A Bíblia atribui a Jesus atributos que são exclusivos de Deus. Ele é eterno: “Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre” (Hebreus 13 verso 8); “Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim” (Apocalipse 22 verso 13). Ele é onipresente: “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mateus 18 verso 20). Ele é onisciente: Ele conhecia os pensamentos dos homens (Marcos 2 verso 8) e sabia “todas as coisas” (João 16 verso 30). Ele é onipotente: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra” (Mateus 28 verso 18).
- Obras Divinas: Jesus realiza obras que somente Deus pode fazer. Ele é o Criador: “pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra… Tudo foi criado por meio dele e para ele” (Colossenses 1 verso 16). Ele sustenta o universo: “…sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder” (Hebreus 1 verso 3). Ele perdoa pecados, uma prerrogativa exclusiva de Deus (Marcos 2 versos 5 a 7). E Ele receberá adoração, algo que é devido somente a Deus (Mateus 28 verso 17; Filipenses 2 versos 10 e 11; Apocalipse 5 versos 12 e 13).
A Autoconsciência Divina de Jesus
Jesus não apenas recebeu testemunho de Sua divindade, mas Ele mesmo estava plenamente consciente de quem era. Ele reivindicou para si uma unidade e igualdade com o Pai de uma forma que seus contemporâneos judeus entenderam como uma blasfêmia, punível com a morte. “Eu e o Pai somos um”, Ele declarou, levando os judeus a pegarem em pedras para apedrejá-lo, “porque, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo” (João 10 versos 30 e 33). Ele afirmou ter uma relação única com o Pai, dizendo: “Ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Mateus 11 verso 27).
De forma ainda mais explícita, Jesus aplicou a si mesmo o sagrado nome “EU SOU” (em grego, ego eimi), ecoando a revelação de Deus a Moisés na sarça ardente (Êxodo 3 verso 14). Quando Ele disse: “antes que Abraão existisse, EU SOU” (João 8 verso 58), Ele não estava apenas afirmando Sua preexistência, mas Sua identidade como o Deus eterno da aliança.
A Perfeita Humanidade de Cristo: Verdadeiramente Homem
Tão vital quanto a Sua divindade é a doutrina da verdadeira e plena humanidade de Cristo. A negação de Sua humanidade, uma heresia antiga conhecida como Docetismo (da palavra grega dokeo, “parecer”), foi veementemente combatida pelos apóstolos. João declara que “todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus” e que a negação disso é o “espírito do anticristo” (primeira João 4 versos 2 e 3).
A Encarnação: Nascido de Mulher, Sujeito à Lei
A Bíblia ensina que Jesus possuía um corpo e uma alma humanos. Ele nasceu de uma mulher, Maria (Gálatas 4 verso 4), experimentou o processo normal de crescimento e desenvolvimento (Lucas 2 verso 52), sentiu fome (Mateus 4 verso 2), sede (João 19 verso 28), cansaço (João 4 verso 6) e chorou (João 11 verso 35). Ele possuía uma alma humana racional e emoções humanas genuínas, como alegria (Lucas 10 verso 21), tristeza (Mateus 26 verso 38) e ira (Marcos 3 verso 5). Ele era, como afirma o autor de Hebreus, “semelhante aos irmãos em todas as coisas” (Hebreus 2 verso 17).
Como explica Louis Berkhof, a Encarnação foi um ato pelo qual o Filho eterno de Deus assumiu para si uma natureza humana completa, “sem, contudo, pecar”. Ele não deixou de ser Deus, mas adicionou a humanidade à Sua divindade. Este mistério é o que a teologia chama de união hipostática: duas naturezas, divina e humana, unidas inseparavelmente em uma única Pessoa.
A Vida Impecável: O Cordeiro sem Defeito
Um aspecto crucial da humanidade de Jesus é a Sua impecabilidade, ou seja, Sua total ausência de pecado. Ele “não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca” (primeira Pedro 2 verso 22). Ele foi “tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado” (Hebreus 4 verso 15). A Sua vida foi de obediência perfeita e ininterrupta ao Pai.
A impecabilidade de Cristo era necessária por várias razões:
- Para ser nosso representante: Como o “último Adão” (primeira Coríntios 15 verso 45), Jesus precisava obedecer perfeitamente onde o primeiro Adão falhou, a fim de merecer a justiça para nós (Romanos 5 verso 19).
- Para ser nosso sacrifício: O sacrifício pelo pecado tinha que ser um “cordeiro sem defeito e sem mácula” (primeira Pedro 1 verso 19). Se Cristo tivesse Seu próprio pecado, Ele teria que morrer por ele e não poderia morrer por nós. Sua pureza era essencial para que Sua morte fosse um sacrifício substitutivo eficaz.
- Para ser nosso Sumo Sacerdote: Como nosso representante diante de Deus, Ele precisava ser “santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores” (Hebreus 7 verso 26).
- Para ser nosso exemplo: Ele nos deixou o exemplo perfeito para que sigamos os Seus passos (primeira Pedro 2 verso 21).
O Esvaziamento (Kenosis) de Cristo
Em Filipenses 2 versos 6 a 8, Paulo descreve a humildade de Cristo de forma poética e profunda. Ele, que subsistia “em forma de Deus”, não considerou a igualdade com Deus algo a que deveria se apegar, mas “a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz”.
O termo “esvaziou” (ekenosen, em grego) deu origem à “teoria da kenosis”, que em algumas formulações errôneas sugere que Cristo abriu mão de Seus atributos divinos. No entanto, a teologia reformada entende que este “esvaziamento” não foi uma subtração da divindade, mas uma adição da humanidade e a veladura voluntária de Sua glória divina. Ele não deixou de ser onipotente ou onisciente, mas voluntariamente escolheu não usar todos os Seus atributos divinos de forma independente de Sua submissão ao Pai, durante Seu ministério terreno. Ele viveu uma vida de dependência do Espírito Santo, como um homem verdadeiro, para ser nosso exemplo perfeito e representante fiel.
A Missão Salvífica de Cristo: Buscar e Salvar o Perdido
Jesus não veio ao mundo como um mero filósofo ou mestre moral. Ele veio com um propósito específico e redentor, conforme Ele mesmo declarou: “Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que estava perdido” (Lucas 19 verso 10). Esta missão está no coração do Evangelho.
A Morte Vicária na Cruz: O Sacrifício Expiatório
A Bíblia ensina que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3 verso 23) e que “o salário do pecado é a morte” (Romanos 6 verso 23). Por causa de nossa rebelião contra um Deus santo, estávamos debaixo de Sua justa ira e condenação. Não podíamos fazer nada para nos salvar.
Foi nesse cenário de desespero que Cristo interveio. Sua morte na cruz não foi um acidente trágico ou o martírio de um homem bom, mas o ato central da história da redenção. Na cruz, Jesus tomou sobre Si o nosso lugar, morrendo a morte que nós merecíamos. Isso é chamado de morte vicária ou expiação substitutiva. O profeta Isaías, 700 anos antes de Cristo, descreveu isso vividamente:
“Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si… ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos.” (Isaías 53 versos 4 a 6).
Na cruz, a justiça de Deus foi satisfeita. O termo teológico para isso é propiciação, que significa que a ira de Deus contra o pecado foi aplacada pelo sacrifício de Cristo (Romanos 3 verso 25; primeira João 2 verso 2). Ele se tornou o nosso Cordeiro Pascal (primeira Coríntios 5 verso 7), cujo sangue nos protege da ira vindoura.
A Ressurreição: A Vitória sobre a Morte e o Pecado
Se a história de Jesus terminasse na cruz, Ele seria apenas mais um mártir na história. Contudo, a Escritura declara que, ao terceiro dia, Ele ressuscitou dos mortos (primeira Coríntios 15 versos 3 e 4). A ressurreição é a prova definitiva de que Sua missão foi cumprida com sucesso.
A ressurreição de Cristo significa:
- Aprovação do Pai: A ressurreição é o selo de aprovação do Pai sobre a obra sacrificial do Filho, declarando que a dívida pelo pecado foi paga integralmente.
- Vitória sobre a Morte: Ao ressuscitar, Jesus venceu o poder da morte, o último inimigo (primeira Coríntios 15 verso 26), garantindo que aqueles que estão nEle também viverão para sempre.
- Garantia da Nossa Justificação: Paulo afirma que Jesus “ressuscitou por causa da nossa justificação” (Romanos 4 verso 25). Sua ressurreição é a garantia de que fomos declarados justos diante de Deus.
- Fonte de Vida Nova: Através da união com o Cristo ressurreto, recebemos poder para viver uma nova vida, não mais sob o domínio do pecado (Romanos 6 verso 4).
- Esperança da Nossa Ressurreição: A ressurreição de Cristo é a “primícia” ou a garantia da ressurreição futura de todos os crentes (primeira Coríntios 15 verso 20).
Hoje, Jesus não está em um túmulo. Ele está vivo, exaltado à direita de Deus Pai, reinando sobre todo o universo e intercedendo por Seu povo (Romanos 8 verso 34; Hebreus 7 verso 25).
A União das Naturezas: O Mistério da União Hipostática
Uma das verdades mais desafiadoras para a mente humana é a coexistência das naturezas divina e humana em Jesus. Como Ele pode ser Deus e homem ao mesmo tempo? Como pode morrer se Deus é eterno? Como pode ser chamado de “Filho” se é igual ao Pai? Estas questões, embora complexas, encontram suas respostas na revelação bíblica, sistematizada pela Igreja na doutrina da união hipostática.
Duas Naturezas, Uma Pessoa
A teologia histórica, no Concílio de Calcedônia em 451 d.C., formulou a definição que se tornou o padrão da ortodoxia cristã. Jesus Cristo é uma única Pessoa com duas naturezas completas: uma divina e uma humana. Essas duas naturezas estão unidas “sem confusão, sem mudança, sem divisão, sem separação”.
- Sem confusão, sem mudança: A natureza divina não se tornou humana, nem a humana se tornou divina. Elas permanecem distintas.
- Sem divisão, sem separação: Embora distintas, as naturezas não estão separadas. Estão perfeitamente unidas para sempre em uma única pessoa, Jesus Cristo.
Isso significa que tudo o que Jesus fez e disse, Ele o fez como o Deus-Homem. Quando Ele sentiu cansaço, foi a pessoa do Filho de Deus que sentiu cansaço em Sua natureza humana. Quando Ele morreu na cruz, foi a pessoa do Filho de Deus que morreu em Sua natureza humana. Sua natureza divina, sendo imutável e impassível, não morreu, mas a Pessoa que é divina experimentou a morte em Sua humanidade que Ele assumiu. Como Joel Beeke e Paul Smalley explicam, a união hipostática significa que as propriedades de ambas as naturezas podem ser atribuídas à única pessoa de Cristo.
Filho de Deus: Eternamente Gerado, Não Criado
O título “Filho de Deus” pode causar confusão, sugerindo que Jesus é inferior ao Pai ou que teve um começo. No entanto, no contexto bíblico, “filho de” frequentemente significa “da mesma natureza que”. Quando a Bíblia chama Jesus de Filho de Deus, está afirmando Sua igualdade de essência com o Pai. Os líderes judeus entenderam isso perfeitamente, acusando-o de blasfêmia por “fazer-se igual a Deus” ao dizer que Deus era Seu Pai (João 5 verso 18).
A teologia clássica descreve a relação entre o Pai e o Filho como geração eterna. Isso não significa que o Filho foi criado em um ponto no tempo. Pelo contrário, é uma descrição de um relacionamento eterno e imutável dentro da Trindade. O Filho é “Deus de Deus, Luz da Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, gerado, não criado, consubstancial com o Pai”. Como afirma o autor de Hebreus, Ele é “o resplendor da glória e a expressão exata do ser de Deus” (Hebreus 1 verso 3). Assim como o resplendor emana eternamente da luz, o Filho emana eternamente do Pai. Eles são co-eternos e co-iguais.
A Resposta que Transforma a Vida
Ao final desta jornada, a pergunta “Quem é Jesus?” revela-se não como um quebra-cabeça teológico a ser meramente solucionado, mas como um convite a um encontro transformador. Jesus Cristo não é uma figura histórica distante, um ideal inatingível ou um conceito abstrato. Ele é o Deus vivo que se fez homem para nos resgatar da morte e do pecado. Ele é o Criador que se tornou criatura para redimir a criação. Ele é o Rei eterno que se tornou servo para nos fazer filhos do Rei.
Compreender quem Ele é, plenamente Deus e plenamente homem, nosso sacrifício perfeito e nosso Senhor ressurreto, muda tudo. A fé cristã não é sobre seguir um conjunto de regras ou um exemplo moral, mas sobre se render a uma Pessoa. É confiar que a vida perfeita que Ele viveu é creditada a nós pela fé. É descansar na certeza de que a morte que Ele morreu satisfez a justiça de Deus em nosso lugar. É viver no poder de Sua ressurreição, que nos garante a vitória sobre o pecado e a esperança da vida eterna. Saber quem é Jesus é conhecer o amor em sua forma mais pura, a graça em sua expressão mais radical e o poder em sua manifestação mais gloriosa. Ele é a resposta de Deus para a mais profunda necessidade da alma humana. Ele está vivo hoje, pronto e disposto a transformar a sua história, a perdoar seus pecados e a guiá-lo em um relacionamento eterno com o Deus Triúno. A pergunta, então, se volta para nós: o que faremos com este Jesus, que é o Cristo?
Cinco Pontos Relevantes Sobre o Artigo
- A Centralidade da Cristologia: O estudo demonstra que a identidade de Jesus como o Deus-Homem não é uma doutrina secundária, mas o fundamento essencial e inegociável de toda a fé cristã.
- A Unidade das Escrituras: O artigo evidencia como o Antigo e o Novo Testamento se unem para revelar a pessoa e a obra de Cristo, mostrando que Ele é o cumprimento das profecias e o centro de toda a revelação divina.
- A Harmonia entre Divindade e Humanidade: Através da explicação da união hipostática, o texto esclarece como as naturezas divina e humana de Cristo coexistem em uma só pessoa, resolvendo aparentes contradições e aprofundando a compreensão do mistério da Encarnação.
- A Suficiência da Obra de Cristo: A análise da morte e ressurreição de Jesus enfatiza que Sua obra salvífica é completa e suficiente, garantindo não apenas o perdão, mas também a justificação, a vida nova e a glorificação futura dos crentes.
- Implicações Práticas da Doutrina: O estudo não se limita à teoria, mas aponta para as implicações transformadoras de se conhecer a Cristo, afetando a segurança, a adoração, a obediência e a esperança do crente.
Bibliografia
- BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. Traduzido por Odayr Olivetti. Campinas: Luz Para o Caminho, 1990.
- BEEKE, Joel R.; SMALLEY, Paul M. Teologia Sistemática Reformada, Volume 1: A Revelação e Deus. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2020.
- FERREIRA, Franklin; MYATT, Alan. Teologia Sistemática: uma análise histórica, bíblica e apologética para o contexto atual. São Paulo: Vida Nova, 2007.
- GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática: Atual e Exaustiva. São Paulo: Vida Nova, 2007.
SOCIEDADE BÍBLICA DO BRASIL. Bíblia de Estudo Almeida. Barueri: SBB, 1999.