Carreira e Escolhas Profissionais

Vida & Vocação

“Confia ao Senhor as tuas obras, e os teus desígnios serão estabelecidos.” (Provérbios 16 verso 3)

Escolhas. Desde cedo somos colocados diante delas, mas poucas têm tanto peso na vida de um jovem cristão quanto a escolha de uma carreira. Afinal, não estamos falando apenas de um emprego, mas de um caminho de vida que envolve sonhos, tempo, esforço, sustento e, principalmente, propósito. Quem nunca se perguntou: “E se eu escolher errado?”, ou até mesmo: “Será que Deus realmente se importa com o que eu vou ser no futuro?”.

Vivemos em um tempo onde as pressões são muitas. A sociedade costuma medir o valor das pessoas pela profissão que exercem ou pelo sucesso que aparentam ter. Pais, professores e amigos muitas vezes depositam expectativas, e no meio desse turbilhão de vozes, o adolescente ou jovem cristão pode sentir-se perdido. O coração clama por direção, mas a mente se enche de dúvidas: “Posso mesmo orar a Deus pedindo que me mostre uma carreira? Será que Ele vai me responder? E se eu escolher algo só pelo dinheiro, isso vai desagradar ao Senhor?”.

É nesse ponto que a Palavra de Deus se torna um guia seguro. Diferente dos conselhos superficiais do mundo, a Bíblia nos mostra que Deus se importa, sim, com os detalhes da nossa vida. O Senhor não apenas nos deu dons e talentos, mas também nos chama a confiar nossos planos a Ele. E a promessa é clara: os teus desígnios serão estabelecidos. Isso não significa que tudo será fácil, mas que quando entregamos nossas escolhas a Deus, Ele endireita os nossos caminhos.

Mais do que escolher uma profissão “de sucesso”, o cristão é chamado a pensar: “Como essa carreira pode glorificar a Deus? Como posso servir ao próximo por meio do meu trabalho?”. Esse é o filtro bíblico que nos ajuda a discernir se uma escolha agrada ou não ao Senhor. Se o trabalho for conduzido com honestidade, dedicação e temor, ele se torna não apenas fonte de sustento, mas também ministério. É por isso que Paulo escreveu:

“E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens” (Colossenses 3 verso 23).

Mas há também alertas que não podemos ignorar. A Bíblia fala de homens que, diante de oportunidades, fizeram escolhas equivocadas: Judas, que foi corrompido pela ganância; reis que usaram a posição de autoridade para a idolatria; soldados que abusaram da força para oprimir. Esses exemplos nos lembram que não basta estar em uma boa carreira, é preciso viver de forma íntegra, para que a profissão não se torne armadilha, mas instrumento para glorificar a Deus.

Neste estudo, vamos caminhar juntos pela Palavra, explorando exemplos de profissões bíblicas ainda atuais, refletindo sobre como cada uma delas nos ensina lições de propósito, fé e responsabilidade. Também veremos como alinhar nossos sonhos com a vontade do Senhor e como tomar decisões que reflitam Cristo em nossa vida profissional.

Como escolher uma carreira à luz da Palavra de Deus

“E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não o lança em rosto; e ser-lhe-á dada” (Tiago 1 verso 5)

Escolher uma carreira é uma das primeiras grandes decisões da vida. O adolescente ou jovem cristão não deve encarar essa escolha apenas como uma questão de sobrevivência ou status, mas como parte de seu chamado diante de Deus. A Bíblia nos mostra que Deus concede dons e talentos a cada pessoa (Romanos 12 versos 6 a 8). Alguns têm facilidade para ensinar, outros para cuidar, administrar, criar ou liderar. Reconhecer essas inclinações naturais é o primeiro passo. No entanto, é necessário filtrar esses dons pela oração e pelo conselho da Palavra.

👉 Orientação: jovem você pode, sim, pedir a Deus clareza sobre sua carreira. É nesse ponto que a fé entra: mais do que esperar uma “voz audível”, é buscar paz e convicção no coração, além da confirmação pela Palavra e pelos conselhos de irmãos mais experientes (Provérbios 11 verso 14).

Exemplo bíblico: José, ainda muito jovem, recebeu de Deus sonhos proféticos (Gênesis 37). Aquilo revelava sua vocação futura como líder e administrador, mesmo que ele não tivesse consciência plena no início.

A escolha da carreira, portanto, é uma mistura de dons, oportunidades e direção de Deus.

Como saber se Deus se agrada da carreira escolhida?

“Portanto, quer comais, quer bebais ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus.” (1ª Coríntios 10 verso 31)

A grande questão não é apenas “O que vou ser?”, mas “De que forma minha escolha glorifica a Deus?”.

Existem carreiras que, por sua natureza, podem colocar em risco a integridade do cristão, seja por envolver práticas contrárias à fé, seja por criar tentações de corrupção ou ganância. O jovem precisa perguntar:

  • Esta profissão honra a Deus ou pode me afastar d’Ele?
  • Essa escolha vai me permitir servir ao próximo com honestidade e dedicação?
  • Meu testemunho será fortalecido ou comprometido?

👉 Orientação: Deus não condena o sucesso nem a prosperidade, mas alerta contra o amor ao dinheiro (1ª Timóteo 6 verso 10). Se a motivação central for apenas o lucro, o coração pode se desviar. O filtro deve ser sempre: Essa carreira é uma plataforma para glorificar a Deus?.

Exemplo bíblico: Daniel, levado à Babilônia, trabalhou como administrador em um governo pagão (Daniel 1). Sua fidelidade e integridade fizeram com que ele fosse honrado, e até mesmo reis reconheceram o Deus de Israel.

Posso perguntar a Deus sobre minha carreira?

“Instruir-te-ei e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos.” (Salmo 32 verso 8)

A resposta é clara: sim! Deus deseja ser consultado. Ele não é um Pai distante, mas alguém que se importa com cada detalhe da vida de seus filhos.

Quando o jovem ora, ele abre espaço para que Deus direcione não apenas as portas que se abrem, mas também para fechar aquelas que podem ser engano.

👉 Orientação: Orem com simplicidade, dizendo:

  • “Senhor, mostra-me onde posso usar meus dons para a Tua glória.”
  • “Guia-me para que minhas escolhas não sejam apenas baseadas em dinheiro, mas em propósito.”

Exemplo bíblico: Paulo, fabricante de tendas (Atos 18 verso 3), sustentava seu ministério com o trabalho. Ele nos mostra que Deus pode usar até o ofício mais simples como instrumento de provisão e testemunho.

Profissões bíblicas e lições para hoje

A Bíblia é rica em exemplos de profissões que ainda existem, mostrando tanto bons testemunhos quanto alertas.

  • Abel, pastor de ovelhas (Gênesis 4 verso 2): exemplo de fé em sua oferta.
  • Jesus, carpinteiro (Marcos 6 verso 3): dignificou o trabalho manual.
  • José, governador (Gênesis 41 versos 39 a 41): administrou com sabedoria e salvou povos.
  • Lucas, médico (Colossenses 4 verso 14): serviu a Deus com sua profissão e escreveu dois livros da Bíblia.
  • Pedro e João, pescadores (Mateus 4 versos 18 e 19): foram chamados para serem pescadores de homens, evangelistas, porém recrutadores.
  • Davi, rei (2ª Samuel 5 versos 3 e 4): governou segundo o coração de Deus, exerceu cargo político, líder.
  • Esdras, escriba (Esdras 7 verso 6): usou seu conhecimento da Lei para ensinar o povo.
  • Paulo, fabricante de tendas (Atos 18 verso 3): uniu trabalho secular e ministério, empreendedor, profissional liberal.
  • Cornélio, soldado (Atos 10 versos 1 e 2): foi exemplo de fé e recebeu o Espírito Santo, militar.
  • Débora, juíza (Juízes 4 verso 4): exerceu liderança com coragem e temor de Deus, liderança política.

👉 Alerta: também há exemplos negativos, Judas, que usou mal sua posição de tesoureiro (João 12 verso 6); reis idólatras que desviaram o povo; soldados que abusaram da autoridade. Esses casos nos lembram que não é a carreira que nos torna íntegros, mas a forma como vivemos diante de Deus.

O perigo das más escolhas profissionais

“Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.” (1ª Timóteo 6 verso 10)

Nem toda profissão é escolhida com motivação correta. A Bíblia mostra que, muitas vezes, o problema não está na carreira em si, mas no coração de quem a exerce. Quando a motivação é distorcida, mesmo uma função honrosa pode se tornar instrumento de queda.

a) Judas e a ganância

Judas Iscariotes tinha uma posição de confiança: era tesoureiro do grupo dos discípulos (João 12 verso 6). Mas, em vez de usar essa responsabilidade para glorificar a Deus, deixou-se dominar pela avareza. O resultado foi trágico: roubava do dinheiro comum e, por 30 moedas de prata, traiu o Mestre (Mateus 26 versos 14 e 15).

👉 Conselho: toda carreira que envolve administração de recursos ou liderança exige vigilância contra a corrupção. O cristão deve lembrar que um dia prestará contas ao Senhor (Romanos 14 verso 12).

b) Soldados e a tentação do abuso de poder

Lucas 3 verso 14 registra que soldados perguntaram a João Batista: “E nós, que faremos?”. A resposta foi clara: “A ninguém maltrateis, nem deis denúncia falsa; e contentai-vos com o vosso salário.”
Isso revela que, mesmo em uma profissão legítima, havia tentações: violência, falsidade, suborno.

👉 Conselho: qualquer profissão que dá poder sobre outras pessoas precisa ser exercida com temor e justiça. O poder é uma oportunidade para servir, não para explorar.

c) Reis que se desviaram

A história de Israel está cheia de exemplos de reis que usaram mal sua posição. Jeroboão, por exemplo, levou o povo à idolatria ao criar bezerros de ouro para adoração (1ª Reis 12 versos 28 a 30). Em vez de governar para Deus, governou para seus próprios interesses.

👉 Conselho: líderes políticos, empresários ou gestores cristãos devem sempre se perguntar: “Minhas decisões refletem justiça e temor de Deus?”. A Bíblia lembra:

“Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor” (Salmo 33 verso 12).

d) Profissões que se tornam armadilhas

Há ainda profissões ou ambientes que podem levar o cristão a comprometer sua fé:

  • Trabalhos que envolvem engano ou manipulação.
  • Funções que exigem desonestidade para prosperar.
  • Ambientes dominados pela ganância, vaidade ou imoralidade.

👉 Conselho: o jovem cristão deve lembrar que não precisa abrir mão de princípios para crescer. Pode haver sacrifícios no caminho, mas Deus honra quem permanece fiel.

“Os que confiam no Senhor são como o monte Sião, que não se abala, firme para sempre” (Salmo 125 verso 1)

O perigo não está em trabalhar, mas em como trabalhamos e por que escolhemos determinada carreira. Judas não caiu por ser tesoureiro, mas porque amou o dinheiro mais do que a Cristo. Reis não falharam por governar, mas por buscar poder em vez de serviço. O cristão é chamado a ser íntegro, seja qual for sua profissão, lembrando sempre que o verdadeiro patrão é o Senhor.

O trabalho como forma de adoração

“E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens.” (Colossenses 3 verso 23)

Uma das grandes revelações da Bíblia é que o trabalho não foi criado como maldição, mas como parte do propósito de Deus para o ser humano. Desde o início, o Criador confiou ao homem a responsabilidade de cultivar, cuidar e administrar a criação. O pecado trouxe dificuldades e dores ao trabalho, mas em Cristo o labor humano é redimido e pode se tornar um ato de adoração.

a) O trabalho antes da queda

Em Gênesis 2 verso 15, lemos: “Tomou, pois, o Senhor Deus o homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar.” Antes mesmo do pecado, o homem já trabalhava. O trabalho era expressão de parceria com Deus na administração da criação. Não havia peso ou frustração, mas propósito e alegria.

👉 Conselho: Vejam o trabalho não como castigo, mas como oportunidade de servir. O cristão que encara sua carreira dessa forma experimenta satisfação além do salário.

b) O trabalho depois da queda

Com o pecado, o trabalho foi afetado:

“Do suor do teu rosto comerás o teu pão…” (Gênesis 3 verso 19)

O esforço, a fadiga e as frustrações passaram a fazer parte da rotina. Mas isso não anulou a dignidade do trabalho, apenas revelou nossa dependência de Deus.

👉 Conselho: quando o jovem enfrentar dificuldades, frustrações ou portas fechadas, lembre-o de que Deus continua no controle. O suor do trabalho não é sinal de maldição eterna, mas oportunidade de crescer em resiliência e fé.

c) O trabalho redimido em Cristo

Paulo, em Colossenses 3 verso 23, redefine o trabalho: ele não é apenas para patrões ou lucro, mas para o Senhor. Essa visão redime a profissão, pois qualquer tarefa, da mais simples à mais complexa, pode se tornar culto a Deus.

Exemplos práticos:

  • Um médico cristão não apenas trata doenças, mas é instrumento da compaixão de Cristo.
  • Um professor não apenas transmite conhecimento, mas influencia vidas para valores eternos.
  • Um trabalhador braçal não apenas sustenta a casa, mas honra a Deus com sua dedicação.

👉 Conselho: comecem cada dia de estudo ou trabalho com uma oração: “Senhor, receba meu esforço hoje como oferta de adoração.”

d) O testemunho no ambiente de trabalho

Jesus disse:

“Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus” (Mateus 5 verso 16)

O ambiente profissional é campo fértil para o testemunho cristão. Mais do que palavras, é a ética, a honestidade e o amor no trato diário que falam mais alto.

👉 Conselho: mesmo que nunca preguem no púlpito, sua vida no trabalho pode ser um sermão vivo. O modo como cumprir horários, como respeitar colegas e como lidar com dificuldades prega mais do que muitos discursos.

O trabalho é mais do que sobrevivência: é adoração. Foi assim no Éden, é assim hoje em Cristo e será assim no novo céu e na nova terra, quando serviremos ao Senhor eternamente (Apocalipse 22 verso 3). O cristão que entende essa verdade não busca apenas sucesso profissional, mas transforma cada atividade em oportunidade de glorificar a Deus.

O equilíbrio entre profissão e fé

 “Buscai, pois, em primeiro lugar o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” (Mateus 6 verso 33)

Um dos maiores desafios da vida cristã é não permitir que a carreira se torne um ídolo. O trabalho é bênção, mas quando ocupa o lugar de Deus no coração, transforma-se em armadilha. O cristão é chamado a buscar o equilíbrio: ser excelente no que faz, mas sem perder a prioridade do Reino.

a) O perigo de colocar a carreira acima de Deus

Jesus advertiu:

“Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Mateus 16 verso 26)

Quantos não sacrificam sua fé, família e saúde em nome de status ou sucesso profissional? Jovens cristãos correm o risco de comprometer seus valores para se adaptar ao mercado, mas o preço pode ser alto demais.

👉 Conselho: lembre-se, o sucesso verdadeiro não é ter um cargo de prestígio, mas ouvir do Senhor no final:

“Muito bem, servo bom e fiel” (Mateus 25 verso 23)

b) Exemplos bíblicos de fidelidade em ambientes hostis

  • José no Egito: mesmo em posição de autoridade, manteve pureza diante da tentação (Gênesis 39 verso 9).
  • Daniel na Babilônia: não se contaminou com os manjares do rei e manteve sua fé, mesmo sob risco de morte (Daniel 1 verso 8; 6 verso 10).
  • Ester na Pérsia: usou sua posição de rainha para interceder pelo povo de Deus (Ester 4 verso 16).

Todos eles mostram que é possível conciliar carreira e fé, desde que a fidelidade ao Senhor esteja acima das conveniências.

👉 Conselho: não precisamos temer ambientes desafiadores. O segredo está em permanecer firmes, mesmo que isso custe privilégios.

c) Conselhos práticos para manter o equilíbrio

  1. Coloque limites saudáveis – Não permita que o trabalho sufoque a vida espiritual. Tempo de oração, leitura bíblica e comunhão com a igreja são inegociáveis.
  2. Defina prioridades – Família, fé e caráter devem estar acima de metas e resultados.
  3. Seja íntegro – Quando a empresa ou ambiente exigir práticas contrárias à fé, escolha permanecer em Cristo, mesmo que isso represente perda temporária.
  4. Cultive a dependência de Deus – Lembre-se diariamente de que a carreira é meio de provisão, mas a fonte é o Senhor.

d) O descanso como parte da fé

Deus instituiu o sábado como princípio de descanso (Êxodo 20 versos 8 a 10). Jesus nos lembra que “o sábado foi feito por causa do homem” (Marcos 2 verso 27). O descanso é lembrete de que não somos escravos do trabalho, mas dependentes de Deus.

👉 Conselho: não caíão na armadilha do ativismo. Trabalhar sem parar não é sinal de espiritualidade, mas de falta de confiança em Deus. O equilíbrio inclui aprender a descansar n’Ele.

Profissão e fé não precisam estar em conflito. O segredo é manter Cristo no centro, lembrando sempre que a carreira é temporária, mas o chamado para seguir Jesus é eterno. Àquele que coloca Deus em primeiro lugar encontra paz, propósito e direção, mesmo em meio às pressões do mundo.

A carreira como campo missionário

“Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus” (Mateus 5 verso 16)

Uma das maiores riquezas da vida cristã é entender que missão não é apenas viajar para outros países ou pregar em púlpitos. Cada carreira pode se tornar um campo missionário onde Deus nos coloca para ser luz. O trabalho, portanto, não é apenas fonte de sustento, mas plataforma para testemunhar de Cristo.

a) O chamado dos primeiros discípulos

Jesus chamou pescadores comuns e disse:

“Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens” (Mateus 4 verso 19)

Ele não os chamou porque eram religiosos ou líderes influentes, mas porque eram trabalhadores dispostos. Isso mostra que qualquer profissão pode ser usada para o Reino.

👉 Conselho: não precisamos esperar “um cargo na igreja” para começar a servir a Deus. Sua sala de aula, seu trabalho e até seu estágio já são um campo missionário.

b) Cada profissão abre portas únicas

  • Médicos e enfermeiros: podem refletir a compaixão de Cristo ao cuidar dos pacientes.
  • Professores: influenciam gerações com valores e princípios cristãos.
  • Empresários: podem ser testemunho de ética e justiça em um mundo marcado por corrupção.
  • Artistas e comunicadores: têm espaço para proclamar a verdade em meio à cultura.
  • Funcionários simples: pelo testemunho de honestidade, podem impactar colegas e superiores.

👉 Conselho: o impacto missionário não depende do título, mas da fidelidade. Muitas vezes, uma palavra de consolo, uma oração oferecida, ou simplesmente uma atitude honesta já abrem portas para o evangelho.

c) Missão na prática diária

O apóstolo Paulo escreveu:

“Portai-vos com sabedoria para com os que são de fora; aproveitai as oportunidades” (Colossenses 4 verso 5)

Isso significa que o cristão deve estar atento: cada conversa, cada desafio, cada relação profissional pode ser oportunidade para revelar Cristo.

Exemplo prático:

  • Quando um colega de trabalho passa por luta, oferecer-se para orar por ele.
  • Quando surge a tentação da corrupção, recusar e, assim, ser testemunho de integridade.
  • Quando há espaço para generosidade, usar recursos ou tempo para servir.

d) O perigo de separar fé e profissão

Muitos vivem como se fé fosse apenas para domingo e trabalho para segunda a sábado. Mas Jesus não faz essa separação: Ele é Senhor de toda a vida.

👉 Conselho: derrubem a “divisão secular e sagrado”. A profissão não é “menos espiritual” que o ministério pastoral. O que define se algo é espiritual é a motivação do coração: se é feito para a glória de Deus, é adoração.

Toda carreira pode ser campo missionário. Ser luz no ambiente de trabalho é muitas vezes a forma mais eficaz de evangelizar, porque mostra Cristo em atitudes concretas. O cristão deve entender que sua profissão é chamada divina para ser testemunha no mundo.

A verdadeira vocação do cristão

Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até os confins da terra.” (Atos 1 verso 8)

A Bíblia deixa claro: antes de qualquer profissão, carreira ou função, o cristão tem um chamado supremo, ser testemunha de Jesus. Essa é a vocação maior, que deve nortear todas as escolhas da vida.

a) Profissão é meio, não fim

Muitas vezes confundimos profissão com vocação. A profissão é o meio pelo qual servimos e nos sustentamos; a vocação é o chamado eterno de refletir Cristo em tudo o que fazemos.

  • Um médico cristão não é apenas alguém que trata corpos, mas alguém que leva esperança da vida eterna.
  • Um professor cristão não é apenas alguém que transmite conhecimento, mas alguém que forma cidadãos à luz da verdade.
  • Um comerciante cristão não é apenas alguém que vende produtos, mas alguém que demonstra honestidade em um mercado corrompido.

👉 Conselho: “Não importa onde você esteja, sala de aula, escritório, consultório ou fábrica, sua vocação é a mesma: ser testemunha de Cristo.”

b) O perigo de perder de vista a vocação

Jesus advertiu:

“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mateus 7 verso 21)

Isso significa que não adianta ter uma carreira brilhante se ela não está alinhada com a vontade de Deus. O sucesso terreno, sem Cristo, é vazio.

👉 Conselho: a pergunta central não deve ser “Que profissão devo escolher?”, mas “Como posso viver minha vocação em Cristo dentro dessa profissão?”.

c) A eternidade redefine nossas escolhas

Paulo nos lembra:

“Assim, quer vivamos, quer morramos, pertencemos ao Senhor” (Romanos 14 verso 8)

Nossa vocação é eterna: somos filhos de Deus, chamados para herdar um Reino incorruptível. Carreiras, cargos e títulos são temporários. O que permanece é a fidelidade ao Senhor.

👉 Conselho: viva com perspectiva eterna. Essa visão dá coragem para abrir mão de oportunidades que não glorificam a Deus, porque sabemos que nossa verdadeira recompensa está no céu (Colossenses 3 verso 24).

d) O maior chamado: ser como Cristo

Romanos 8 verso 29 afirma que fomos predestinados para sermos conformes à imagem de Cristo. Ou seja, mais do que escolher uma profissão, somos chamados a refletir o caráter de Jesus em qualquer contexto.

  • Humildade no sucesso.
  • Perseverança nas dificuldades.
  • Integridade nas tentações.
  • Amor em todas as relações.

👉 Conselho: todo cristão tem uma “carreira maior” (Hebreus 12 versos 1 e 2), a corrida da fé, olhando firmemente para Jesus, o autor e consumador.

A verdadeira vocação do cristão não é definida por diplomas ou salários, mas por sua identidade em Cristo. A carreira é instrumento; a vocação é ser testemunha. Essa é a lente pela qual todo jovem deve olhar suas escolhas profissionais: “Será que, com essa profissão, estou refletindo a imagem de Cristo?”.

Escolhas, Carreira e Propósito, concluindo

Queridos irmãos, ao longo deste estudo vimos que cada escolha que fazemos carrega consequências, não apenas para nossas vidas profissionais, mas também para o nosso caminhar diante de Deus. Muitas vezes somos tentados a seguir caminhos fáceis, em busca de reconhecimento ou lucro, mas a Palavra nos lembra que o verdadeiro propósito vai além das aparências e das recompensas imediatas.

Convido você hoje a refletir: suas decisões estão alinhadas com os valores que Deus colocou em seu coração? Você está buscando apenas sucesso terreno ou deseja cumprir o propósito que Ele tem para sua vida? Lembrem-se das palavras de Provérbios:

“Confia no Senhor de todo o teu coração e não te apoies no teu próprio entendimento; reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas” (Provérbios 3 verso 5 e 6).

Não permita que o medo ou a pressa guiem suas escolhas. Entregue a Deus suas decisões, busque discernimento e coragem para seguir pelo caminho que honra o Senhor. Cada passo dado com fé, mesmo que pequeno, constrói um futuro sólido e cheio de propósito.

Irmãos, meu apelo a vocês é: não vivam apenas para o mundo, mas vivam para Deus em tudo o que fizerem. Que cada escolha em sua carreira, cada desafio enfrentado, seja uma oportunidade de demonstrar fé, perseverança e confiança no plano d’Ele. Lembrem-se: Deus não nos promete caminhos fáceis, mas garante que aqueles que andam com Ele nunca estarão sozinhos e sempre serão guiados.

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